Compras no Bras

Feirinha ilegal do Brás é reportagem em jornal Inglês

por O Melhor do Brás

A famosa Feirinha da Madrugada a Feirinha ilegal do Brás é exibida em reportagem do jornal inglês The Guardian,

A reportagem explicita a ilegalidade sob a cobertura da escuridão e dos orgãos públicos.

Todas as noites, às 1h da manhã, milhares de trabalhadores emergem nas ainda escuras ruas de Brás para vender seus produtos piratas.

Desde Minnie, Mickey Mouse e tênis Nike, são milhares de marcas falsificadas e/ou contrabandeadas.

O volume de produtos e itens vendidos na escuridão da ilegalidade são enormes e tomou a maioria das ruas do Brás.

Os lojistas que trabalham legalmente no bairro estão fechando suas portas pois a concorrência se tornou desleal.

Levaria pelo menos duas horas para visitar a Feirinha da Madrugada.

Durante o horário de funcionamento – das 4h às 6h – é quase impossível andar pelas ruas sem ser empurrado por milhares de compradores com seus enormes sacos de mercadoria falsificada ou contrabandeada.

Poucos comerciantes têm uma licença para vender em bancas.

Policiais uniformizados patrulham as ruas, observam a ilegalidade e não fazem nada.

Eles ocasionalmente de forma teatral avisam os vendedores para sair e em raras vezes confiscam os produtos.

Quando o teatro passa os vendedores voltam.

A ação policial parece coreografada como uma peça de teatro e olha que esta peça está em cartaz todas as noites durante os últimos 13 anos.

A vida para os vendedores ilegais dentro da feirinha não é fácil também.

O mercado é operado por uma “associação com permissão legal” para cobrar dos fornecedores R$ 910 por mês;

4.000 barracas se traduziriam em R $ 3,6 milhões na receita mensal.

Mesmo assim, a associação foi acusada de exigir rendas ainda mais elevadas.

Os promotores federais e o conselho da cidade estão investigando, será???

As fábricas que fornecem os produtos para estes vendedores, produzem os piores casos de escravidão da industria têxtil , diz o inspetor do trabalho Luís Alexandre de Faria.

No Brasil, as violações da escravidão são geralmente presas em grandes empresas – mas, no caso da Feirinha, é difícil saber quem é culpado.

“É difícil responsabilizar os infratores quando não há empregador”.

Os tentáculos informais do mercado estão se espalhando.

Perto da estação de Brás, um dos centros ferroviários mais antigos do Brasil , um grupo de haitianos apertado está vendendo roupas dos produzidas por bolivianos.

A Feirinha nem se estendeu muito há alguns dias atrás.

Veja a reportagem completa em The Guardian.

Crédito da Foto: Flavio Forner | Feirinha ilegal do Brás

Crédito da Foto: Flavio Forner

Feirinha ilegal do Brás é reportagem em jornal Inglês

Veja as lojas do Brás!